Categoria "EDUCAÇÃO"

PRECISAMOS FALAR DE… PLÁGIO NA DANÇA

 
 
Sei que o assunto “Plágio” não é dos melhores para tratarmos aqui. Mas, infelizmente, também precisamos discutir assuntos que não são agradáveis, não é mesmo?!
 

 
Mais uma vez, visitando os blogs e instagrans de Dança, me deparo com um texto escrito por mim (e publicado aqui no Bolsa de Bailarinos) sem qualquer menção ao autor.
 
Sinceramente, acho MUITO legal saber que tem gente que admira meu trabalho. Acho MUITO legal também saber que tem gente que concorda com o que eu escrevo e, muitas vezes, “ele escreveu tudo que eu penso e não soube me expressar!“.
Além disso, eu também aprecio muitos outros blogs, como é o caso do “Eu, Bailarina“, o qual já falei aqui no Bolsa de Bailarinos algumas vezes e mantenho uma parceria super bacana.
 
Quem escreve, sabe o trabalho que dá estudar um assunto tão profundamente a ponto de podermos dar nossas opiniões baseados em evidências e não apenas em achismos. Principalmente quando estamos nos expondo na internet sabendo que nesta ótima ferramenta não existe “passado“. Basta dar uma breve pesquisada no Google e todas as informações estão lá, não importando quando elas foram escritas!
 
Assim como o plágio acontece com o que escrevemos, também acontece com coreografias, sabia?!
 
Pois é… Já participei de um Festival onde um grupo de Dança foi desclassificado por se apropriar de coreografias que não tinham sido criadas por/para eles.
É uma situação constrangedora e infringe todas as regras de Direito Autoral (a Lei pode ler lida na íntegra clicando aqui)!
 
Gente, não é vergonha de jeito nenhum você ler um texto, gostar e querer compartilhá-lo. Porém, deixe bem claro quem é o autor. Isso não fará de você menos inteligente. Mas mostrará que você foi educado e respeitoso com quem teve o trabalho de criar o texto. Além de não estar cometendo crime!
 
Agora, uma pergunta… Por um acaso você já viu algum professor de Dança remontar o Ballet Giselle e dizer que foi ele quem o criou?!
No máximo ele falará que foi ele quem fez a adaptação (o que é bem diferente de fazer a coreografia).
 
Então, por favor, se for usar algum texto meu ou de qualquer outra pessoa, site, blog, indique quem é o autor e de onde foi tirado! 😉
 
E finalizo deixando o Blog Bolsa de Bailarinos aberto para outras parcerias, criação de mais material autoral e compartilhamento de ideias e opiniões… 😀








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EN DEHORS PODE INFLUENCIAR NA ALTURA DOS SALTOS

 
 

Não! Você não leu errado no título!

 
 
O en dehors (rotação externa de quadril) pode influenciar de forma negativa na altura dos saltos!
Isso foi o que mostrou a pesquisa de Mestrado realizada pela aluna da Educação Física na Unicamp, Mariana Diehl.

Para seu estudo, a mestranda fez diversas filmagens de bailarinas e então calculou os ângulos articulares do quadril, joelho e tornozelo. Tendo como base o “sauté“, o menor ângulo de flexão foi encontrado no quadril.
 
Por outro lado, os saltos que não utilizavam o en dehors, as bailarinas tiveram um maior ângulo de flexão do quadril. Daí surgiu a hipótese de que esse maior ângulo pode ter levado as bailarinas a saltarem mais alto.
 
Mas calma! Mariana deixou claro que não é possível afirmar que o en dehors é o único fator determinante na diferença de altura dos saltos. Para esta confirmação, seria necessário um estudo eletromiográfico.

eletromiografia

E ainda temos a questão de muitas danças (o Ballet Clássico, principalmente) utilizarem do en dehors há décadas e não conseguirmos alterar os padrões de uma vez por todas.
 
O que nós, bailarinos, devemos fazer é procurar outros meios de compensar essa “fragilidade” da rotação externa com treinos complementares, como pilates e musculação.
 
Inclusive, já até passei um exercício para melhorar o quadríceps. É só clicar aqui para ver.
 
Eu achei esse estudo maravilhoso e super pertinente. Tomara que tenham outros pesquisadores de Dança que também gostem deste tema e se aprofundem ainda mais. A Dança (e eu também) agradece! hahaha
 
Para você ler o estudo na íntegra, clique aqui!


E aí, o que acharam? =)








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PETIÇÃO PÚBLICA: BALLET STAGIUM

Tenho quase que 100% de certeza que você já ouviu falar sobre o Ballet Stagium pelo menos uma vez em sua vida.
 
Sim! A Companhia que inovou utilizando o linóleo, quando ainda era desconhecido no Brasil.
Sim! A Companhia que inovou realizando aula-aberta no palco, quando o público chegava ao teatro.
Sim! A Companhia que inovou criando cursos intensivos de férias para estudantes e bailarinos de todo o Brasil.
Sim! A Companhia que inovou utilizando trilhas sonoras brasileiras, como Pixinguinha, Chico Buarque, Ari Barroso, Cartola e muito outros.
 
Pois é… Inovação é uma palavra que não falta nessa longa caminhada do Ballet Stagium
 
E sabe o que é pior? A Companhia tem usado esta mesma palavra (Inovação!) em sua luta diária para sua sobrevivência.
Sem patrocínio, o Ballet Stagium está a ponto de fechar as portas!
 
Hoje, então, faço um apelo: assinem a Petição Pública para reconhecimento do Ballet Stagium como Patrimônio Cultural Brasileiro!
Não demora nem 2 minutos e, dessa forma, pleitearemos verbas existentes da Cultura e da Educação, em âmbito Federal, Estadual e Municipal para que a Companhia possa continuar trabalhando pela Dança no Brasil.
 
Acesse: Petição Pública


Abaixo, “O Canto da Minha Terra”. A coreografia mais nova da Companhia, inspirada no grande cantor e compositor de inesquecíveis sucessos da MPB, Ari Barroso.








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MENINOS TAMBÉM PODEM!

Como todos sabem, sou mega incentivador dos meninos na Dança. Basta dar uma olhada em alguns posts (como esse aqui e esse aqui) para tirarem suas próprias conclusões! hahaha
 
Esses dias, recebi uma mensagem no Facebook de um primo meu. Quando abri o link, meus olhos até se encheram de lágrimas. Me deparei com um projeto incrível, onde me vi representado em muitas fotos.
 
E hoje venho compartilhar com vocês esse projeto fantástico: #aboycantoo (ou, em tradução livre, #ummeninotambémpode)
 
Essa série de fotografias foi criada por Kirsten McGoey da Trinity Design. A fotógrafa canadense decidiu iniciar esse projeto para incentivar seu filho do meio a praticar Dança, pois era uma atividade que ele adorava fazer, mas, mais uma vez, era considerada como “coisa de menina“.
 
Com isso, a fotógrafa decidiu ir atrás de outros garotos para dar voz através das imagens a estes meninos que quebram as normas de gênero para prosseguir com suas verdadeiras paixões. E, além de fotografa-los, Kirsten fez uma entrevista com cada um deles. E ela descobriu (o que, infelizmente, não é surpresa pra mim) que meninos mais velhos têm tendências a abandonar seus hobbies por conta do julgamento das outras pessoas.


(via)

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Eu fiquei maravilhado com esse projeto! E vocês, o que acharam?
 
Para ver mais fotos e saber um pouco mais desse magnífico trabalho, clique aqui!!!








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CONTRIBUÍMOS COM A VALORIZAÇÃO DA DANÇA NO PAÍS?

Alguns dias atrás, fui assistir a uma apresentação de Dança. Assim como no Cinema, no Teatro também teve aquele anúncio onde a organização pede para não filmar, fotografar e ainda desligar os celulares.
 
Todas as luzes se apagaram, o que, para quem ainda não tinha percebido, deixava claro que o espetáculo estava prestes a começar!
 
Assim que o primeiro holofote se acendeu, milhares de celulares começaram a disparar flashs em direção ao palco.

Foto: Redação Veja Rio

                                                 Foto: Redação Veja Rio


A senhora ao meu lado, com seus 50 anos mais ou menos, resolveu que, em vez de assistir à Dança, conversaria no Whatsapp.
E isso não foi por alguns poucos minutos, não! Essa conversa durou toda a apresentação!
 
Para piorar, ela se “esqueceu” de colocar o celular no silencioso. Se já não bastasse a luz (forte) da tela brilhando atrapalhando a visão do palco, eu ainda era obrigado a ouvir cada sinalização de nova mensagem.
 
O que me deixa triste são dois fatores:
1) Ainda que não tivessem pedido, cadê a noção das pessoas em entender que flashs, sons alheios às músicas, brilho da tela do celular atrapalham não somente quem está assistindo como também os bailarinos?!;
 
2) Será que estamos contribuindo positiva ou negativamente para a valorização da Dança (e Cultura de forma geral) em nosso país? No caso desta senhora, a meu ver, negativamente, uma vez que ela foi ao Teatro para conversar com alguém que não estava presente pelo seu smartphone!
 
Alguns podem até achar que é frescura ou estrelismo daquele artista que está no palco, mas contra dados, não há argumentos!
Eu achei super interessante uma pesquisa que a Veja Rio fez sobre este assunto (matéria completa aqui). Olha que triste:
Pesquisa_Veja_Rio
Pensamos tanto em registrar os momentos na memória dos nossos telefones que nos esquecemos de aproveitá-los!
Não sou contra, de jeito nenhum, a cultura de publicar em nossas Redes Sociais tudo o que fazemos durante nosso dia. Mas por quê não ficar 2 horinhas, no máximo, sem mexer no Whatsapp e apreciar o trabalho dos artistas que se doam tanto ao longo do ano, não é?!








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